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Siderópolis – SC

Não só a nível nacional que os casos de racismo são vistos, mas aqui em Siderópolis também. A juventude de hoje está cada vez mais acostumada a respeitar as diretrizes de igualdade, mas a forte raiz da colonização estrangeira torna o processo mais longo.


O contraste de cores humanas se dá por características evolutivas e de adaptação aos seus respectivos locais de origem, e não de raças. Raça é uma só: humana.

O escritor que vos escreve este enredo é branco, então essas linhas não poderão exemplificar com maior dinamismo o que se passa por quem vive à pele, mas mediante a observação do mundo ao seu redor e a empatia, pode-se chegar à conclusão parecida.


Listarei apenas 3 observações de muitas:
1- O colégio particular tem poucos negros. Isso é uma característica socioeconômica nacional, na realidade, mas não foge do âmbito municipal. Não é racismo em si, mas a educação feita sem a presença deles corrobora para a manutenção do problema. Ainda bem que o colégio tem programa de bolsas e descontos que visa reduzir isso e deve ser sempre muito bem propagado. O ensino realmente é excelente.


2- Há crianças que ao entrar na escola e encontrar alguém diferente, criam repúdio. O estranhamento é algo natural no mundo, mas evitar ter contato e conhecimento, não. Ou seja, será que esses filhos estão sendo educados dentro de casa sobre o tema?


3- E por incrível que pareça, há quem não goste da própria santa padroeira da cidade, Nossa Senhora Aparecida, justamente pela cor. O Brasil foi agraciado com o milagre dos peixes e um dos maiores santuários do mundo, mas o indivíduo por ignorância zomba dela por ser negra, a mulher que representa a Mãe de Jesus Cristo no maior país da América Latina, coroada pela Princesa Isabel, a Redentora.


Fora os casos mais graves não citados. O intuito deste texto é partir da análise dos detalhes para se chegar ao todo, coisa que será feita com o passar do tempo.

Por: Artur Comin

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