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Siderópolis – SC

Mas nenhum nordestino morrerá de fome – D.Pedro II

Recentemente inúmeros veículos de comunicação voltaram suas atenções à inauguração de mais um trecho da transposição do rio São Francisco, que tem o nobre objetivo de levar o básico aos nordestinos: a água.
O que muita gente não sabe é que a obra não começou com Lula. Para que algo comece a existir, é necessário um desejo, e o pai dele não foi o presidente. O pai foi o próprio povo nordestino ainda em 1810 e começou a ser levado a sério mais de 30 anos depois.
Vários projetos passaram pelas mãos de senadores e deputados do Segundo Reinado. D. Pedro II depois veio a ter conhecimento do projeto faraônico.¹ Como sempre, em políticas às avessas, o parlamento brasileiro não queria aprová-lo, alegando falta de dinheiro e técnicas. Isso não bastou para o Imperador. “Venderei até a última joia da Coroa, mas solucionarei a seca no Nordeste”² (qual presidente abriria mão de seu acervo pessoal para isso?). Joias foram vendidas, mas a arrecadação não bastava.
Após a rebelião de militares em 1889, liderados por Deodoro, aconteceu o golpe republicano. O povo não queria, tampouco sabia o que estava acontecendo. Tudo o que o Império havia pensado a mais de um século, só agora começa a estampar as capas dos jornais, e ao invés de unir a população, acaba por dividi-la em discussões vãs sobre A ou B.
Ao povo nordestino, nossa estima. Esperamos que mesmo depois de tanto tempo, possam aproveitar da terra onde nasceram para construir uma vida mais feliz.

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