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Antes que o comunismo tivesse sido pautado por Karl Marx e outros pensadores, o ideal de igualdade já existia no imaginário de outros intelectuais, principalmente no período das Grandes Navegações, cuja América ressoava como uma tremenda novidade.
É o caso de Thomas More, diplomata inglês do século XV e talvez, um dos únicos santos políticos da Igreja Católica sem linhagem da nobreza. Ele ficou famoso pela sua obra “Utopia”, muito estudada em filosofia política, ao qual descreve uma ilha imaginária sobre o melhor modo de se ter uma república, uma Inglaterra ideal, onde as pessoas eram eleitas e sempre se comprometiam em combater as desigualdades. Não à toa a palavra “utopia” posteriormente passou a designar algo inatingível, espécie de sonho.
More era um homem inteligentíssimo, legista, chamado a inclusive ser conselheiro do Rei Henrique VIII, porém à época, o Rei e o Papado estavam em troca de farpas, pois o monarca queria “se divorciar” pela Igreja e o Papa não aceitou. Assim, acabou rompendo com o catolicismo e fundando o anglicanismo para poder se casar com Ana Bolena.
More não aceitou a coroação dela como rainha, tampouco reconheceu Henrique como chefe do anglicanismo. O diplomata era um homem estimado pelo povo, chegando a ser Chefe da Câmara dos Comuns (seria o “líder dos deputados”). Era um homem honesto e zeloso, mas teve sua cabeça decapitada e exposta em praça pública por não aceitar as medidas do rei e enfrentar todo o conselho de maus ministros.
Hoje Thomas More, além de exemplo político, exímio legista e famoso escritor, tornou-se santo pelo martírio.

Por: Artur Comin

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