Imprensa Livre

Siderópolis – SC

No dia-a-dia costuma-se se referir algo ou alguém conservador como sendo as pessoas de direita que são “atrasadas”, “bolsonaristas”, ou tradicionais demais, mas na realidade, não é. Tanto alguém de esquerda quanto de direita podem ser conservadores.


Para compreender é necessário pesquisar, e Edmund Burke é o pai dessa corrente. O filósofo irlandês do século XVIII é conhecido como o grande responsável pela manutenção da monarquia e dos valores do Reino Unido, cujo o qual desponta na figura da Rainha Elizabeth II, como uma das melhores nações do planeta. Ele foi um dos principais críticos da Revolução Francesa.


E aqui vão algumas características do pensamento na atualidade:
• Revoluções fazem mal a nação. Isso ele já dizia antes mesmo de conhecer a revolução comunista, nazista ou outra, afinal, toda revolução (e a Francesa que foi a crítica dele) causava muitas mortes e dificilmente atingiria seu objetivo, portanto, toda mudança da sociedade devia ser lenta e gradual.
• Desapego à políticos. A desconfiança sempre é válida pois políticos podem errar ou agir de má fé quando recebem poder.
• Preservar as tradições passadas que deram certo e buscar evoluir no que precisa. No caso dele, se a monarquia na Inglaterra deu certo, porque deveria ser tirada? Bastava modernizá-la e hoje se vê que funciona muito melhor que muitas repúblicas. Fazendo uma analogia de evolução social, hoje a nação britânica possui um dos melhores desempenhos acadêmicos, tanto que a vacina da Covid-19 de Oxford em parceria com o Brasil é a melhor em desenvolvimento.
• Cautela e análise dos fatos. Buscar sempre estudar o que se diz e quando se diz. Saber reconhecer quando algo não lhe pode ser entendido.
• Defesa da cultura e tradição local. Com traços de nacionalismo, os conservadores buscam manter a tradição porque foi ali que cresceram e a “ordem natural das coisas” seria mantê-la em sua essência, afinal, é uma das principais formas de manter o respeito pelos seus antepassados.
• Liberdade individual e defesa da propriedade privada. Partindo de um conceito mais teológico da liberdade, há a defesa da liberdade individual e direitos, mas isso não quer dizer que a religião seja um fator decisivo, e sim uma concepção da época que foi embasada em seus estudos e levada a sério até hoje.


Em resumo, o conservador não é o homem de direita que usa terno e gravata, vai à igreja todo domingo, e preza pelos valores tradicionais, ou é necessariamente “bolsonarista”. Da mesma forma existem pessoas de esquerda que possuem os mesmos atributos acima, mas vivem de outra forma e seguem outro modelo econômico e social.
Então, se alguém lhe chamar de conservador numa proposta sarcástica ou levando para o lado negativo, lembre-se do sucesso da Inglaterra e dos atributos acima.

Ref. Bib. -https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-66282016000200360&script=sci_arttext
https://www.politize.com.br/conservadorismo-pensamento-conservador/
https://medium.com/@felipetechio/o-tr%C3%AAs-pilares-conservadores-de-edmund-burke-por-roger-scruton-2bf5f7ce9b3

Por: Artur Comin

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Imprensa Livre | Siderópolis.