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Siderópolis – SC

Século XXI não chegou nem na metade e já passa por uma pandemia a qual ficará marcada na história, bem como os seus jovens viventes agora denominados “geração Covid-19”.
Na esfera educacional professores viram-se como podem. Inclusive o de Ed. Física resolveu fazer chamadas em grupos para colocar a garotada em exercícios.


Quem não for professor por amor, certamente o é pela necessidade, porque desta vez muitos se veem pequenos diante da tecnologia e a precariedade da formação.
Não basta fazer licenciatura para obter um diploma e não ter a didática, também não adianta produzir as aulas se os alunos não as assistem. Aqui devem trabalhar em conjunto, e sempre manter transparência nas suas relações.
“Ah, mas o professor manda muita tarefa” – Significa que quer colocá-lo para estudar. Uma tarefa bem feita, e não às coxas, dá muito mais resultado que ficar repetindo a mesma coisa todo ano. Professores de inglês que o digam: muitos tem que ficar repetindo o que é o verbo to be, e mesmo assim existem alunos que não o sabem de cor.

O de matemática, inclusive da faculdade, sabe que o erro maior não é não saber fazer as contas, mas o erro naquilo que é básico: multiplicar, dividir, juntar letra por letra, número por número. Os de português e filosofia sofrem um pouco mais com a famosa “justifique sua resposta” – querem que o aluno busque nos seus pensamentos a lógica para chegar à conclusão. Momentos de tensão.

Os professores não estão recebendo nem um tostão a mais pelo trabalho que fazem. Uma aula de 30 min pode estar demorando 3h para ser lançada para uma única turma.
A nível nacional, sabe-se que o ano letivo foi perdido. Nem todos possuem a mesma estrutura para poder estudar. Mas, e quem tem? Como produzir o êxito?

O segredo principal dos cursinhos pré-vestibulares, aqueles que o pessoal paga horrores para passar em medicina é este: exercícios, exercícios e exercícios.
Enquanto a classe médica coloca em risco suas vidas para salvar o presente, a classe docente trabalha em exaustão para o salvar o futuro.

Por: Artur Comin

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